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Vol. 70. Núm. 2.
Páginas 188-190 (01 Março 2020)
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Vol. 70. Núm. 2.
Páginas 188-190 (01 Março 2020)
Carta ao Editor
DOI: 10.1016/j.bjan.2020.05.001
Open Access
Uso do decúbito ventral para o manejo de pacientes com COVID‐19 hospitalizados em enfermaria
Prone positioning in management of COVID‐19 hospitalized patients
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Vahid Damanpak Moghadama, Hamed Shafieeb, Maryam Ghorbanic,
Autor para correspondência
Maryam_ghorbani89@yahoo.com

Autor para correspondência.
, Reza Heidarifarb
a Qom University of Medical Sciences, Department of Anesthesiology and Critical Care, Qom, Irã
b Qom University of Medical Sciences, Nekouei‐Hedayati‐Forghani Hospital, Clinical Research Development Center, Qom, Irã
c Shahroud University of Medical Sciences, School of Nursing and Midwifery, Shahroud, Irã
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Tabelas (1)
Tabela 1. Informações dos pacientes hospitalizados com COVID‐19
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Prezada Editora,

Desde que Zhe Xu relatou caso confirmado de COVID‐19 em um homem de 50 anos de idade, e que apresentava Síndrome de Desconforto Respiratório Agudo (SDRA),1 outros pesquisadores como Heymann et al. destacaram a ocorrência de SDRA nesses pacientes.2 Diversos tratamentos e intervenções foram sugeridos para a síndrome e alguns foram aprovados. Sugerimos a adoção do decúbito ventral. Alguns benefícios foram associados ao decúbito ventral incluindo: melhor relação ventilação‐perfusão, recrutamento de regiões dependentes do pulmão, otimização das propriedades mecânicas da parede torácica e melhor drenagem de secreções traqueobrônquicas.3 Além da existência desses benefícios associados, não houve resultados consistentes em relação aos efeitos da posição ventral nos casos de SDRA. Beitler et al. fizeram uma meta‐análise de sete estudos clínicos e relataram que o decúbito ventral reduziu de forma significativa a mortalidade por SDRA em pacientes com volume corrente baixo.4

Usamos o decúbito ventral em 10 pacientes que apresentavam COVID‐19, selecionados aleatoriamente (70% homens e 30% mulheres), hospitalizados em enfermaria não de terapia intensiva, específica para pacientes com COVID‐19. Nenhum paciente foi submetido a intubação endotraqueal. Nenhum deles foi colocado em ventilação mecânica. A idade média dos pacientes foi 41 anos. Trinta por cento dos pacientes tinham histórico de doença de base (hipertensão ou diabetes). Observamos SPO2 média de 85,6% e 95,9% antes e após o decúbito ventral, respectivamente, e a manutenção da posição apresentou uma alteração marcante na SPO2. A queixa de dispneia também diminuiu para 40% dos casos e todos os pacientes receberam alta hospitalar. O tempo médio de hospitalização dos pacientes foi 4,8 dias, sem ocorrência de óbitos (tabela 1). Consentimento informado por escrito foi obtido de todos os participantes.

Tabela 1.

Informações dos pacientes hospitalizados com COVID‐19

Caso  Sexo eIdade  Tabagista?  Doença de Base?  Intubação endotraqueal  Dispneia antes do decúbito ventral  Frequência respiratória antes do decúbito ventral  SPO2antes do decúbito ventral  Uso dos músculos respiratórios acessórios antes do decúbito ventral  Dispneia apósDecúbito ventral  Frequência respiratória após o decúbito ventral  SPO2após decúbito ventral  Uso dos músculos respiratórios acessórios após decúbito ventral  Duração da hospitalização(dias) 
M/31  Não  Não  Não  Sim  22  85  Não  Não  22  97  Não 
M/30  Não  Não  Não  Sim  22  86  Não  Sim  22  99  Não 
M/41  Não  Não  Sim  21  85  Não  Não  22  93  Sim 
M/34  Não  Não  Sim  21  86  Sim  Sim  22  97  Não 
M/34  Não  Não  Não  Sim  19  87  Não  Não  20  95  Não 
M/53  Não  Não  Não  Sim  18  85  Sim  Sim  24  98  Não 
M/56  Não  Não  Não  Sim  22  85  Não  Não  21  94  Não 
F/38  Não  Não  Não  Sim  20  86  Sim  Sim  24  93  Não 
F/45  Não  Não  Não  Sim  18  86  Não  Não  21  98  Não 
10  F/48  Não  Não  Sim  27  85  Não  Não  26  95  Sim 

M, Masculino; F, Feminino; H, Hipertensão; D, Diabetes.

Embora nossos resultados não tivessem apresentado informações com relevância estatística, observamos melhora clínica no status respiratório e SPO2 dos pacientes ao assumirem o decúbito ventral. Portanto, parece que a posição pode ajudar os pacientes com COVID‐19 que apresentam forma leve da doença, além de reduzir a mortalidade. Entretanto, são necessários mais estudos válidos e precisos, que avaliem essa intervenção protetora.

Contribuição dos autores

Todos os autores cumpriram os critérios de contribuição na autoria com base nas recomendações do International Committee of Medical Journal Editors.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer todos da equipe da enfermaria para pacientes infectados com COVID‐19 no Forghani Hospital pela cooperação para realização deste projeto.

Referências
[1]
Z. Xu, L. Shi, Y. Wang, et al.
Pathological findings of COVID‐19 associated with acute respiratory distress syndrome.
The Lancet Respir Med., 8 (2020), pp. 420-422
[2]
D.L. Heymann, N. Shindo.
COVID‐19: what is next for public health?.
[3]
C. Guérin.
Prone position. Acute Respiratory Distress Syndrome.
Springer International Publishing;, (2017), pp. 73-83
[4]
J.R. Beitler, S. Shaefi, S.B. Montesi, et al.
Prone positioning reduces mortality from acute respiratory distress syndrome in the low tidal volume era: a meta‐analysis.
Intensive Care Med., 40 (2014), pp. 332-341
Idiomas
Brazilian Journal of Anesthesiology

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