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Vol. 70. Núm. 6.
Páginas 687-688 (01 Novembro 2020)
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Páginas 687-688 (01 Novembro 2020)
Carta ao Editor
DOI: 10.1016/j.bjan.2020.10.002
Open Access
Segurança ocupacional da equipe na prática de ECT durante a pandemia de COVID‐19
Occupational team safety in ECT practice during the COVID‐19 pandemic
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Renato Ferreira Araujo
Autor para correspondência
ararenato@gmail.com

Autor para correspondência.
, Lucio de Oliveira Quites
Clínica Mangabeiras, Departamento de Eletroconvulsoterapia, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Prezada Editora,

A Eletroconvulsoterapia (ECT) é procedimento indicado para o tratamento de vários transtornos neuropsiquiátricos, incluindo transtornos e situações que ameaçam a vida, tais como depressão com risco de suicídio ou má nutrição, catatonia, esquizofrenia refratária, mania com agitação psicomotora grave e estado de mal epilético.1 Embora seja um tratamento que salva vidas, continuar os serviços de ECT durante a pandemia de COVID‐19 tem sido um desafio devido aos riscos intrínsecos da anestesia e abordagem das vias aéreas durante o procedimento.2 Anestesia para ECT consiste no uso de agente hipnótico de curta ação (propofol, etomidato ou tiopental) seguido por bloqueador neuromuscular, o mais usado sendo succinilcolina devido ao rápido início e término de ação. O suprimento de oxigênio é fornecido por meio de ventilação balão‐máscara não invasiva.3 Este é o ponto crítico no procedimento porque ventilação não invasiva representa risco maior de contaminação devido a liberação de aerossol pelos pacientes contaminados. Para enfrentar o desafio, alguns serviços estão usando Máscara Laríngea (ML) para ventilação, outros estão tentando não ventilar os pacientes durante o procedimento, usando pré‐oxigenação via máscara, não rebreather. Este último pode ser perigoso porque a saturação de oxigênio do paciente pode cair para um nível que necessite de algum tipo de suporte ventilatório. Embora o procedimento seja suficientemente rápido para permitir o uso de ML, o risco de contaminação devido a spray de aerossol não diminui de forma significativa; além disso, a ML pode induzir o paciente a tossir.4

No nosso serviço de ECT, modificamos a técnica de ventilação não invasiva (fig. 1) com a instalação de filtro HEPA (High‐Efficiency Particulate Arrestance) entre a bolsa e a máscara para reter as partículas virais. Além disso, bolsa plástica estéril circundando a máscara e a face do paciente é fixada ao sistema de ventilação. Esse dispositivo protege contra aerossol que pode escapar entre a boca e máscara e disseminar partículas virais pela sala de ECT. A borda da bolsa plástica pode ser fixada com clamps. Todo o material de ventilação é substituído entre o atendimento de um paciente e outro. O uso de fluxo baixo de O2 durante a ventilação também é medida recomendada. O psiquiatra, anestesiologista e enfermeiros devem todos estar usando equipamento de proteção individual como máscara N95, escudo de rosto, luvas e avental impermeável.

Figura 1.

Técnica para redução do risco de contaminação por COVID‐19 durante o procedimento de ECT.

(0,07MB).

Acreditamos que seja uma forma segura e efetiva de reduzir o risco de contaminação pelo COVID‐19 durante o procedimento de ECT.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Referências
[1]
R.T. Espinoza, C.H. Kellner, W.V. McCall.
Electroconvulsive Therapy During COVID‐19: An Essential Medical Procedure‐Maintaining Service Viability and Accessibility. J ECT.
, 36 (2020), pp. 78-79
[2]
P.C. Tor, A.H.H. Phu, D.S.H. Koh, Y.M. Mok.
ECT in a time of COVID‐19 [published online ahead of print, 2020 Mar 31].
J ECT., (2020),
[3]
American Psychiatric Association. Committee on Electroconvulsive Therapy, Weiner RD. The practice of electroconvulsive therapy: recommendations for treatment, training, and privileges: a task force report of the American Psychiatric Association. 2nd ed. Washington, D.C.: American Psychiatric Association; 2001.
[4]
E.O. Bryson, A.S. Aloysi.
A strategy for management of ECT patients during the COVID‐19 pandemic [published online ahead of print 12].
J ECT, 2020 (2020 May),
Copyright © 2020. Sociedade Brasileira de Anestesiologia
Idiomas
Brazilian Journal of Anesthesiology

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