Compartilhar
Informação da revista
Compartilhar
Compartilhar
Baixar PDF
Mais opções do artigo
Carta ao Editor
DOI: 10.1016/j.bjan.2020.09.003
Open Access
Disponível online o 30 Setembro 2020
Lombalgia crônica: devemos adotar as novas técnicas de analgesia?
Chronic low back pain: should we be adopting novel analgesic techniques?
Visitas
...
Inês Gonçalves Morais
Autor para correspondência
inesmorais2011@gmail.com

Autor para correspondência.
, Ana Martin
Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia, Departamento de Anestesiologia, Espinho, Portugal
Informação do artigo
Texto Completo
Bibliografia
Baixar PDF
Estatísticas
Texto Completo
Prezada Editora,

Lemos com interesse o estudo recentemente publicado por Sakae et al.1 comparando a eficácia da analgesia pós‐operatória do Bloqueio do Plano do Músculo Eretor da Espinha (ESPB) com o bloqueio epidural em pacientes submetidos a colecistectomia aberta. Nossos colegas1 observaram significância estatística para o pior controle da dor na 2a e na 24a horas pós‐operatórias nos pacientes em que foi realizado o ESPB, e correlacionaram o resultado principalmente ao volume e dispersão anatômica do anestésico local injetado na técnica ESPB.

Como anestesiologistas atualmente envolvidos no manejo da lombalgia crônica, enfrentamos a mesma dúvida e curiosidade: devemos optar pela analgesia obtida empregando a nova técnica ESPB ou continuar a oferecer a já consagrada analgesia epidural?

ESPB foi originalmente descrito por Forero M et al.2 como técnica de plano interfascial simples e segura que resultou em alívio de dor crônica neuropática torácica. Desde então, tem sido usada cada vez mais em cirurgias de coluna lombar,3 e em condições crônicas de etiologias diversas.4

Como a lombalgia crônica é frequentemente multidimensional e raramente exclusivamente miofascial, e concordando com Galacho J et al.,5 que afirmam que o ESPB bloqueia não somente fibras somáticas, mas também a cadeia simpática, temos usado mais frequentemente o ESPB guiado por ultrassonografia em pacientes ambulatoriais, obtendo resultados relativamente bons. Em relato recente, e ainda não submetido para publicação na BJAN, de uma série de casos (10 pacientes) acompanhados em nossa Clínica de Dor, encontramos a média de 20,8 dias de alívio de dor após injeção bilateral em L1‐L2de 20 mL de ropivacaína a 0,2% e dexametasona (4 mg), sem necessidade de tratamento farmacológico sistêmico com doses escalonadas ou analgesia de resgate.

Como a maioria das opções de manejo da dor crônica, o ESPB poderia fazer parte de abordagem multimodal e multidisciplinar. Nesses pacientes, como alternativa ao bloqueio epidural, o ESPB apresenta vantagens já de início, pois é facilmente realizado e apresenta menor risco de complicações; permite imediata alta para o domicílio sem bloqueio motor; parece ser mais fácil conseguir a obtenção do consentimento do paciente, e pode oferecer “janela terapêutica” com adequado intervalo de tempo para a reabilitação física do paciente, possibilitando exercício fisico com níveis toleráveis de dor (interrupção do ciclo de dor).

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse

Referências
[1]
T. Sakae, L. Yamauchi, A. Takaschima, et al.
Comparison between erector spinal plane block and epidural block techniques for postoperative analgesia in open cholecystectomies: a randomized clinical trial.
Rev Bras Anestesiol., 70 (2020), pp. 22-27
[2]
M. Forero, S.D. Adhikary, H. Lopez, et al.
The erector spinae plane block.a novel analgesic technique in thoracic neuropathic pain.
Reg Anesth Pain Med., 41 (2016), pp. 621-627
[3]
J.P. Melvin, R.J. Schrot, G.M. Chu, et al.
Low thoracic erector spinae plane block for perioperative analgesia in lumbosacral spine surgery: a case series.
Can J Anaesth., 65 (2018), pp. 1057-1065
[4]
S. Tulgar, O. Selvi, O. Senturk, et al.
Ultrasound‐guided erector spinae plane block: indications, complications, and effects on acute and chronic pain based on a single‐center experience.
Cureus., 11 (2019), pp. e3815
[5]
J. Galacho, M. Veiga.
Erector spinae plane block and anterior sympathetic chain spread: a matter still under discussion.
Reg Anesth Pain Med., (2020),
Copyright © 2020. Sociedade Brasileira de Anestesiologia
Idiomas
Brazilian Journal of Anesthesiology

Receba a nossa Newsletter

Opções de artigo
Ferramentas
es en pt
Política de cookies Cookies policy Política de cookies
Utilizamos cookies propias y de terceros para mejorar nuestros servicios y mostrarle publicidad relacionada con sus preferencias mediante el análisis de sus hábitos de navegación. Si continua navegando, consideramos que acepta su uso. Puede cambiar la configuración u obtener más información aquí. To improve our services and products, we use "cookies" (own or third parties authorized) to show advertising related to client preferences through the analyses of navigation customer behavior. Continuing navigation will be considered as acceptance of this use. You can change the settings or obtain more information by clicking here. Utilizamos cookies próprios e de terceiros para melhorar nossos serviços e mostrar publicidade relacionada às suas preferências, analisando seus hábitos de navegação. Se continuar a navegar, consideramos que aceita o seu uso. Você pode alterar a configuração ou obter mais informações aqui.