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Vol. 70. Núm. 5.
Páginas 491-499 (01 Setembro 2020)
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Vol. 70. Núm. 5.
Páginas 491-499 (01 Setembro 2020)
Estudos Clínicos
DOI: 10.1016/j.bjan.2020.04.015
Open Access
Efeitos da musicoterapia sobre dor e estresse oxidativo na aspiração folicular: estudo clínico randomizado
Effects of music therapy on pain and oxidative stress in oocyte pick‐up: a randomized clinical trial
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Yavuz Oraka,
Autor para correspondência
dryavuzorak@hotmail.com

Autor para correspondência.
, Suleyman Murat Bakacakb, Asli Yaylalic, Fatma Inanc Tolund, Hakan Kiranb, Omer Faruk Borana, Akif Hakan Kurte, Adem Doganerf
a Kahramanmaras Sutcu Imam University, Faculty of Medicine, Department of Anesthesiology and Reanimation, Onikişubat, Turquia
b Kahramanmaras Sutcu Imam University, Faculty of Medicine, Department of Obstetrics and Gynecology, Onikişubat, Turquia
c Kahramanmaras Sutcu Imam University, Faculty of Medicine, Histology Department, Onikişubat, Turquia
d Kahramanmaras Sutcu Imam University, Faculty of Medicine, Department of Biochemistry, Onikişubat, Turquia
e Bolu Abant Izzet Baysal University, Faculty of Medicine, Medical Pharmacology, Bolu, Turquia
f Kahramanmaras Sutcu Imam University, Faculty of Medicine, Biostatistics and Medical Informatics, Onikişubat, Turquia
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Estatísticas
Figuras (1)
Tabelas (6)
Tabela 1. Características demográficas de cada grupo
Tabela 2. Distribuição das pacientes que demandaram analgésico e anestésico operatórios adicionais com base em seus movimentos corporais por grupo de estudo
Tabela 3. Comparações das medidas operatórias entre os grupos de estudo
Tabela 4. Comparações das pontuações da Escala Visual Analógica (EVA) pós‐operatória entre os grupos de estudo
Tabela 5. Comparações das medidas de frequência cardíaca perioperatória entre os grupos de estudo
Tabela 6. Comparações dos parâmetros de estresse oxidativo pré e pós‐operatório entre os grupos de estudo
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Resumo
Justificativa e objetivo

O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da música clássica turca sobre a dor e o estresse oxidativo em pacientes submetidas a aspiração folicular.

Método

Estudo randomizado controlado. Os grupos foram: grupo controle NM, sem música; Grupo PM, com pacientes que ouviram música antes da cirurgia; e Grupo CM, com pacientes que ouviram música antes e durante a cirurgia. Foi coletado sangue antes da cirurgia para avaliar os valores de estresse oxidativo. Dor, parâmetros hemodinâmicos e valores de estresse oxidativo foram avaliados após a cirurgia.

Resultados

O número de pacientes que necessitaram de propofol adicional foi mais alto no Grupo PM do que nos grupos NM e CM (p=0,003). A pontuação da Escala Visual Analógica (EVA) pós‐operatória foi mais baixa nos Grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,001; p=0,007), no 1° e 60° minutos. A pontuação da EVA pós‐operatória foi mais baixa no Grupo CM do que no grupo NM (p=0,045) no 5° minuto. A necessidade de analgesia pós‐operatória adicional foi mais baixa nos Grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,045). Os valores pós‐operatórios de glutationa peroxidase no sangue foram significantemente mais altos nos Grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,001). Os valores pós‐operatórios de catalase foram significantemente mais altos nos Grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,008 e p ≤0,001). Os valores pré‐operatórios de malondialdeído foram significantemente mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Os valores pré‐operatórios de óxido nítrico foram mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p ≤0,001), ao passo que valores pós‐operatórios de óxido nítrico foram mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p ≤0,001).

Conclusão

Música clássica turca exerce efeito benéfico sobre a dor e estresse oxidativo em pacientes na aspiração folicular.

Palavras‐chave:
Aspiração folicular
Musicoterapia
Dor
Estresse oxidativo
Abstract
Background and objective

The aim was to investigate the effects of Turkish classical music on pain and oxidative stress in patients undergoing oocyte pick‐up.

Methods

The study was a randomized, controlled trial. The groups included were Group NM (Non‐Music), control group; Group PM, which comprised patients who listened to music before the operation; and Group CM, which comprised patients who listened to music both before and during the operation. Blood was drawn prior to the operation to measure the oxidative stress values. Pain, hemodynamic parameters, oxidative stress values were assessed postoperatively.

Results

The number of patients requiring additional propofol was higher in Group PM than in Groups NM and CM (p=0.003). The postoperative Visual Analog Scale (VAS) score were lower in Groups PM and CM than in Group NM (p=0.001, p=0.007) in the 1st and 60th minutes. The postoperative VAS score was lower in Group CM than in Group NM (p=0.045) in the 5th minute. The postoperative additional analgesic requirements were lower in Groups PM and CM than in Group NM (p=0.045). The postoperative blood glutathione peroxidase values were significantly higher in Groups PM and CM than in Group NM (p=0.001). The postoperative catalase values were significantly higher in Groups PM and CM than in Group NM (p=0.008 and p ≤0.001). The preoperative malondialdehyde values were significantly lower in Groups PM and CM than in Group NM. The preoperative nitric oxide values were higher in Groups PM and CM than in Group NM (p ≤0.001), whereas the postoperative nitric oxide values were lower in Groups PM and CM than in Group NM (p ≤0.001).

Conclusion

Turkish classical music has beneficial effects on pain and oxidative stress in oocyte pick‐up patients.

Keywords:
Oocyte retrieval
Music therapy
Pain
Oxidative stress
Texto Completo
Justificativa

Fertilização In Vitro (FIV) é um procedimento avançado importante para o tratamento da infertilidade, que envolve o estímulo controlado dos ovários com fármacos, aspiração de ovócitos dos ovários guiada por ultrassom transvaginal, fertilização e a transferência do embrião para o útero.1 A coleta dos ovócitos (óvulos) através do ultrassom transvaginal na FIV exige pouco tempo para sua realização. A perfuração da pele vaginal e cápsula ovariana para a aspiração dos ovócitos causa desconforto semelhante à dor menstrual.2,3

O Estresse Oxidativo (EO) é o resultado de um desequilíbrio entre a formação de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) e antioxidantes. Os biomarcadores do estresse oxidativo são importantes na avaliação da doença e dos efeitos promotores de saúde dos antioxidantes.4

O estresse oxidativo afeta toda a vida reprodutiva da mulher, até mesmo após o término da vida reprodutiva. Os antioxidantes enzimáticos, também chamados de antioxidantes naturais, neutralizam o excesso de EROs e previnem danos às estruturas celulares.5 Estudos demonstraram que o estresse oxidativo é um fator responsável pela infertilidade feminina.6

A musicoterapia é considerada uma abordagem barata, segura e eficaz não farmacológica e ansiolítica por causa de seus efeitos sobre a percepção de dor e ansiedade.7 Durante a musicoterapia, a experiência do paciente com a música, juntamente com seus hábitos culturais, tipo de personalidade e preferências musicais deve ser levado em conta.8,9 A música clássica turca é um gênero de música nacional e tradicional que o povo turco gosta de ouvir. Nosso estudo se focou na música clássica turca tocada no estilo específico turco (Acemasiran). Ela afeta o cérebro e ossos e promove equilíbrio da gordura corporal. Além disso, ela inspira criatividade no ouvinte, revitaliza pensamentos e emoções estagnados e facilita o parto. Mais que isso, ela ajuda a corrigir a postura intrauterina inadequada do feto, alivia dor e espasmos, melhora o prazer sensorial e promove relaxamento.10

Apesar de já haver estudos sobre os efeitos da musicoterapia sobre a dor, nenhum deles examinou a dor e o estresse oxidativo de pacientes se submetendo a aspiração folicular, com foco em Catalase (CAT), Glutationa Peroxidase (GPX), Malondialdeído (MDA) e Óxido Nítrico (NO). O presente estudo teve por objetivo investigar o efeito da música sobre a dor e estresse oxidativo em pacientes submetidas a aspiração folicular.

Método

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Kahramanmaras Sutcu Imam (2017/12‐14, data: 19 de julho de 2017) e foram obtidos consentimentos informados por escrito de todos os indivíduos que participaram do estudo. O estudo foi registrado antes da inclusão de pacientes no clinicaltrials.gov (NCT03346031, investigador principal: YOrak, data do registro: 07/nov/2017). Este estudo prospectivo, randomizado, controlado foi realizado entre 15 de novembro de 2017 e 1 de junho de 2018. Um total de 93 mulheres entre 18–40 anos de idade foram incluídas no estudo. Todas as pacientes foram classificadas como ASA I pela American Society of Anesthesiologists e nenhuma das pacientes apresentava problema auditivo. Pacientes que não se voluntariaram para participar, pacientes com dificuldades de compreensão ou de audição, as que estavam fora da faixa etária de 1840 anos e aquelas com melofobia foram excluídas. As pacientes do estudo foram divididas aleatoriamente entre os seguintes três grupos paralelos: Grupo NM (Sem Música), formado pelas pacientes controle (n=31); Grupo PM, formado por pacientes que ouviram música clássica turca antes da cirurgia (n=31); e Grupo CM, formado por pacientes que ouviram música clássica turca tanto antes como durante a cirurgia (n=31) (fig. 1). As pacientes recebiam um envelope opaco lacrado designando seu grupo na sala de exame no mínimo uma hora antes de entrarem na sala cirúrgica e eram randomizadas para grupos na proporção 1:1:1. Então, as participantes eram colocadas em seus grupos em sequência aleatória. O procedimento do estudo foi explicado a todas as pacientes. As pacientes do Grupo NM eram levadas para a sala de relaxamento, onde permaneciam por uma hora e então eram colhidas amostras de sangue e medidos os valores de parâmetros de estresse oxidativo, incluindo níveis de CAT (u.mL–1), GPX (u.mL–1), MDA (nmoL.mL–1), NO (μmoL.L–1). As pacientes eram, então, levadas à sala cirúrgica. As pacientes no Grupo PM eram levadas para a sala de relaxamento, onde ouviam música clássica turca com fones de ouvido por uma hora. Depois de ouvir música, eram colhidas amostras de sangue e medidos os parâmetros de estresse oxidativo antes de serem levadas para a sala cirúrgica. As pacientes no Grupo CM eram levadas para a sala de relaxamento, onde ouviam música clássica turca com fones de ouvido por uma hora. Depois de ouvir música eram colhidas amostras de sangue e medidos os parâmetros de estresse oxidativo. Então, eram levadas para a sala cirúrgica, onde ouviam música clássica turca com fones de ouvido durante toda a cirurgia.

Figura 1.

Fluxograma segundo padrão CONSORT. Grupo NM, Sem Música; Grupo PM, Música Pré‐operatória; Grupo CM, Música Contínua.

(0,46MB).

Para indução da anestesia, 0,5 μg.kg–1 de remifentanil e 1 mg.kg–1 de propofol eram administrados em dose única por via intravenosa. Durante a cirurgia, Pressão Arterial Sistólica (PAS, mmHg), Pressão Arterial Diastólica (PAD, mmHg), Frequência Cardíaca (FC), Pressão Arterial Média (PAM, mmHg), Saturação de Oxigênio (SpO2) e movimento corporal foram registrados nos minutos 1, 3, 5, 7, 10 e 15 pelo monitor (Drager/ Infinity Vista XL, EUA). Além disso, foram registradas demandas adicionais de anestesia e analgesia durante a cirurgia. Doses adicionais únicas de remifentanil e propofol foram administradas por via intravenosa em resposta a movimentos corporais. Ao final da cirurgia, o fluido folicular era coletado na sala cirúrgica. As pacientes eram levadas para a sala de relaxamento após a cirurgia. Amostras de sangue de todas as pacientes dos grupos foram levadas para avaliação dos parâmetros de estresse oxidativo no prazo de 35 minutos. Dados de PAS, PAD, FC, PAM, SpO2 e dor foram registrados nos minutos 1, 5, 15, 30 e 60 na sala de relaxamento. A Escala Visual Analógica (EVA) foi usada para avaliar a dor pós‐cirúrgica. Pacientes com pontuação EVA ≥ 5 e as que demandaram agentes analgésicos receberam um anti‐inflamatório não‐esteroide (75 mg de diclofenaco sódico, intramuscular) e esta informação foi registrada. As pacientes recebiam alta quando seu nível de consciência, fala e motricidade se igualava aos do momento de entrada e seus sinais vitais eram estáveis.

Medida do estresse oxidativo

O método de Beutler foi usado para medir a atividade de GSH‐Px. O GSH‐Px catalisa a oxidação da glutationa reduzida (GSH) para glutationa oxidada (GSSG) por meio da interação com H2O2. Na presença de H2O2 e t‐butil hidroperóxido, o GSSG composto de GSH‐Px é reduzido para GSH ao interagir com glutationa reductase e NADPH. A atividade da GSH‐Px é detectada por espectrometria através da mensuração da diferença na absorbância no comprimento de onda de 340 nm durante a oxidação de NADPH em NADP.11 Os resultados foram apresentados em unidades por mililitro (u.mL–1).

A atividade da CAT foi medida como taxa de degradação de H2O2 pelo método de Beutler. A taxa de desaparecimento de H2O2 foi avaliada por espectrometria no comprimento de onda de 230 nm. O teste envolveu 50 μL de tampão Tris HCI 1M (pH 8), 930 μL de H2O2 10 mM, 930 μL de água deionizada e 20 μL de uma amostra de soro. A atividade da CAT era detectada como a quantidade de enzima que causava a destruição de aproximadamente 90% do substrato em 1 minuto em um volume de 1 mL.12 Os resultados foram relatados em unidades por mililitro (u.mL–1).

A concentração de peroxidação lipídica tecidual (MDA total) foi medida conforme relato de Ohkawa. A mistura da reação continha 0,1 mL de sobrenadante; 1,5 mL de ácido acético a 20%; 0,2 mL de dodecilsulfato de sódio a 8,1% e 1,5 mL de solução aquosa de ácido Tiobarbitúrico (TBA) a 0,8%. O pH da mistura foi regulado para 3,5 e o volume foi aumentado para 4,0mL com a adição de água destilada. Então, 5,0 mL da mistura de n‐butanol e piridina (15:1, v/v) eram adicionados. Após centrifugação a 4000 rpm por 10 minutos, a absorbância da camada orgânica foi moderada a 532 nm.13 Os resultados foram relatados em nanomols por mililitro (nmoL.mL–1).

Os níveis de NO sérico eram medidos com o uso do reagente de Griess (sulfanilamida e dicloridrato de N‐1‐naftil‐etilenodiamina). Cinco microlitros de nitrato redutase reconstituídos e 10 μL de NADH a 2 mmoL.L–1 eram adicionados às amostras, que eram incubadas em temperatura ambiente por 20 minutos para todo o nitrato se converter em nitrito. As amostras eram desproteinizadas e 100μL de reagente de Griess era acrescentado. Depois da realização de color advancing em temperatura ambiente, os valores de absorbância eram medidos no comprimento de onda de 540 nm. As amostras eram ajustadas em pares. A quantidade de nitrito no soro era estimada por uma curva padrão obtida da conversão enzimática de nitrato de potássio em nitrito.14 Os resultados foram apresentados em micromols por litro (μmoL.L–1).

Escala visual analógica (EVA)

A EVA é frequentemente usada para medir a gravidade da dor. Ela é apresentada como uma linha horizontal de 10 cm na qual a intensidade e gravidade da dor do paciente são representadas por um ponto entre os seguintes limites: “ausência de dor” e “a pior dor imaginável”. A EVA é simples, confiável e válida para a avaliação da gravidade ou intensidade da dor.15

Análise estatística

Em nosso estudo, os parâmetros estatísticos do estudo de referência16 foram levados em conta na determinação do tamanho da amostra. Nosso estudo contém três grupos, com EVA e parâmetros de estresse oxidativo como medidas de desfecho primário. Os parâmetros hemodinâmicos foram as medidas de desfecho secundário. A pontuação da dor pós‐operatória foi baseada no estudo referência. Os valores do Grupo M 33,8±13,6 e do Grupo C 45,1±16,2 foram levados em consideração no estudo referência. Para um total de 93 pacientes, foi planejado poder do teste de α=0,05 para erros do tipo I e β=0,20 para erros do tipo II, com 0,80 de poder do teste para cada grupo.

A conformidade das variáveis à distribuição normal foi analisada com o teste de Shapiro‐Wilk. Medidas Anova repetidas foram aplicadas para mensurações repetidas para avaliar as diferenças entre as medidas para variáveis com distribuição normal. One‐way Anova foi usada para fazer comparações entre três ou mais grupos. Foram realizadas múltiplas comparações a posteriori usando os testes de Tukey HSD, T2 de Tamhane e de Dunnett. Comparações de valores pré‐ e pós‐operatórios foram examinadas com o teste de postos sinalizados de Wilcoxon para as variáveis que não tinham distribuição normal. Comparações entre três ou mais grupos foram realizadas usando o teste de Kruskal‐Wallis. Foram realizadas múltiplas comparações a posteriori com o teste de Dunn‐Sidak. Os testes de Qui‐Quadrado e de Fisher foram usados para avaliar a relação entre as frequências de distribuição das variáveis categóricas. Os parâmetros estatísticos de variáveis com distribuição normal estão expressos como média±DP, ao passo que os parâmetros estatísticos das variáveis sem distribuição normal foram expressos como mediana (min–max). Análises estatísticas foram realizadas com o pacote IBM SPSS 22. O valor p <0,05 foi considerado estatisticamente significante.

Resultados

Um total de 93 pacientes foram incluídos no estudo (fig. 1). Não foi notada nenhuma diferença entre idade e Índice de Massa Corporal (IMC) das pacientes (tabela 1). Todas as pacientes eram ASA I.

Tabela 1.

Características demográficas de cada grupo

  Controle(n=31)  Música pré‐operatória(n=31)  Música pré‐operatória+perioperatória(n=31)  p 
IMCa (Média±DP)  26,50±4,41  28,03±4,36  26,46±4,14  0,267 
Idadea (Média±DP)  31,10±5,62  31,00±5,96  31,55±4,19  0,910 
a

One Way Anova; α=0,05.

IMC, Índice de Massa Corporal.

O número de pacientes que precisou de analgesia e/ou anestésico adicional de acordo com seus movimentos corporais foi significantemente mais baixo nos Grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,013) (tabela 2).

Tabela 2.

Distribuição das pacientes que demandaram analgésico e anestésico operatórios adicionais com base em seus movimentos corporais por grupo de estudo

  Demanda de analgésico e anestésico adicionaisTotal 
  NãoSim     
  p 
Controle              0,273 
Sem movimento  4,5  0,0  2,8   
Movimento da extremidade superior  31,8  7,1  22,2   
Movimento inferior da articulação do joelho  4,5  7,1  5,6   
Movimento do quadril  9,1  0,0  5,6   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho  13,6  35,7  22,2   
Movimento da extremidade superior+quadril  4,5  0,0  2,8   
Movimento da articulação do joelho+quadril  4,5  0,0  2,8   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho+quadril  27,3  50,0  13  36,1   
Música pré‐operatória              0,088 
Sem movimento  10,0  0,0  8,1   
Movimento da extremidade superior  13  43,3  14,3  14  37,8   
Movimento inferior da articulação do joelho  6,7  0,0  5,4   
Movimento do quadril  0,0  14,3  2,7   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho  16,7  57,1  24,3   
Movimento da extremidade superior+quadril  16,7  14,3  16,2   
Movimento da articulação do joelho+quadril  6,7  0,0  5,4   
Sem movimento  6,1  0,0  5,4   
Música pré‐operatória+perioperatória              0,173 
Movimento da extremidade superior  21,2  25,0  21,6   
Movimento inferior da articulação do joelho  9,1  50,0  13,5   
Movimento do quadril  3,0  25,0  5,4   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho  27,3  0,0  24,3   
Movimento da extremidade superior+quadril  15,2  0,0  13,5   
Movimento da articulação do joelho+quadril  6,1  0,0  5,4   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho+quadril  12,1  0,0  10,8   
Total              0,085 
Sem movimento  7,1  0,0  5,5   
Movimento da extremidade superior  27  31,8  12,0  30  27,3   
Movimento inferior da articulação do joelho  7,1  12,0  8,2   
Movimento do quadril  3,5  8,0  4,5   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho  17  20,0  36,0  26  23,6   
Movimento da extremidade superior+quadril  11  12,9  4,0  12  10,9   
Movimento da articulação do joelho+quadril  3,5  0,0  2,7   
Movimento da extremidade superior+articulação do joelho+quadril  12  14,1  28,0  19  17,3   
Total  85  100,0  25  100,0  110  100,0   
Controle  22  25,8  14  56,0  36  32,8  0,013a 
Música pré‐operatória  30  35,2  28,0  37  33,6   
Música pré‐operatória+perioperatória  33  39,0  16,0  37  33,6   

Teste Qui‐Quadrado; teste exato de Fisher; α=0,05.

a

Distribuição das frequências entre grupos é estatisticamente significante.

As cirurgias foram mais longas no Grupo PM. Houve diferença significante entre o Grupo PM e o Grupo CM em termos de tempo cirúrgico (p=0,023). O tempo cirúrgico foi mais curto no Grupo CM. A quantidade de remifentanil adicional necessária durante a cirurgia foi mais baixa no grupo CM do que nos grupos PM e NM e esta diferença foi estatisticamente significante (p=0,001 e p=0,001, respectivamente). A quantidade de propofol adicional necessária foi significantemente mais alta no Grupo PM do que nos grupos NM e CM (p=0,003) (tabela 3).

Tabela 3.

Comparações das medidas operatórias entre os grupos de estudo

  Controle(n=31)  Música pré‐operatória(n=31)  Música pré‐operatória+perioperatória(n=31)   
  Média±DP  Média±DP  Média±DP  p 
Duração da cirurgia  10,31±3,72  12,03±4,46c  9,68±2,87b  0,023d 
Remifentanil  35,06±7,47  35,81±6,92  34,46±5,98  0,695 
Propofol  68,47±16,12  71,62±13,23  68,92±11,49  0,569 
Número de folículos  9,67±5,36  10,84±8,07  10,08±5,68  0,737 
Número de ovócitos  7,97±5,87  9,38±7,13  8,41±5,74  0,619 
Dose adicional de propofol  61,25±35,22b  86,49±60,52a,c  52,97±22,93b  0,003d 
Dose adicional de remifentanil  55,00±50,31c  37,03±25,48  24,32±15,64a  0,001d 

One‐way Anova; a posteriori: teste de Tukey (HSD); teste de Dunnett; α=0,05.

a

Diferença com grupo controle é estatisticamente significante.

b

Diferença com grupo de música pré‐operatória é estatisticamente significante.

c

Diferença com grupo de música pré‐operatória+perioperatória é estatisticamente significante.

d

Diferença é estatisticamente significante.

As pontuações de dor pós‐operatória (EVA) nos minutos 1, 5 e 60 foram significantemente mais baixas nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,001, p=0,045 e p=0,007, respectivamente) (tabela 4). A demanda de analgesia pós‐operatória adicional (diclofenaco sódico 75 mg) foi significantemente mais baixa nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,045).

Tabela 4.

Comparações das pontuações da Escala Visual Analógica (EVA) pós‐operatória entre os grupos de estudo

  Controle(n=31)  Música pré‐operatória(n=31)  Música pré‐operatória+perioperatória(n=31)   
  Média±DP  Média±DP  Média±DP  p 
1o min  3,69±2,57b,c  0,78±0,65a  1,65±1,06a  0,001d,f 
5o min  3,78±2,52c  2,78±1,59  2,41±1,02a  0,045d,f 
15o min  4,11±2,73  3,24±1,69  2,92±1,13  0,121d 
30° min  3,44±2,37  3,27±2,33  2,65±1,69  0,254d 
60° min  3,31±2,21b,c  2,11±0,95a  1,94±1,62a  0,007d,f 
p  0,687e  0,001e,g  0,033e,g   
a

Diferença com grupo controle é estatisticamente significante.

b

Diferença com grupo de música pré‐operatória é estatisticamente significante.

c

Diferença com grupo de música pré‐operatória+perioperatória é estatisticamente significante.

d

One‐Way Anova.

e

Medidas Anova repetidas; α=0,05.

f

A diferença entre grupos é estatisticamente significante.

g

Diferença entre as medidas repetidas é estatisticamente significante; a posteriori: teste de Tukey (HSD); teste T2 de Tamhane; teste de Dunnett.

Com relação aos parâmetros hemodinâmicos, os valores da PAS no 1° e 10° minutos (p=0,002 e p=0,049, respectivamente), o valor da PAD no 1° minuto (p=0,007), o valor da PAM no 1° minuto (p=0,002) e os valores da FC nos 1°, 3°, 5° e 7° minutos (p <0,001; p=0,006; p=0,008 e p=0,032, respectivamente) foram significantemente mais altos no Grupo PM do que no Grupo NM (tabela 5). Não foi notada diferença estatisticamente significante de SpO2 entre os grupos (p=0.138).

Tabela 5.

Comparações das medidas de frequência cardíaca perioperatória entre os grupos de estudo

  Controle (n=31)  Música pré‐operatória (n=31)  Música pré‐operatória+perioperatória (n=31)   
  Média±DP  Média±DP  Média±DP  p 
1o min  81,33±13,18b  96,32±16,95a,c  82,92±12,72b  <0,001d,f 
3o min  75,42±12,60b  83,05±14,91a,c  73,73±11,10b  0,006d,f 
5o min  70,61±13,15b  78,59±11,52a,c  71,67±9,91b  0,008d,f 
7o min  71,00±12,24  76,43±12,08c  69,50±9,62b  0,032d,f 
10o min  69,65±12,25  73,43±13,03  66,81±8,56  0,168d 
15o min  79,50±7,19  77,20±9,38  68,67±6,66  0,254d 
0,002e,g  <0,001e,g  <0,001e,g   
a

Diferença com grupo controle é estatisticamente significante.

b

Diferença com grupo de música pré‐operatória é estatisticamente significante.

c

Diferença com grupo de música pré‐operatória+perioperatória é estatisticamente significante.

d

One‐Way Anova.

e

Medidas Anova repetidas; α=0,05.

f

A diferença entre grupos é estatisticamente significante.

g

Diferença entre as medidas repetidas é estatisticamente significante; a posteriori: teste de Tukey (HSD); teste T2 de Tamhane; teste de Dunnett.

Os valores pós‐operatórios de GPX no sangue foram significantemente mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,001) (tabela 6). A diferença entre os valores pré‐ e pós‐operatórios de GPX nos grupos NM e CM foi significante, e comparado ao valor pré‐operatório, o valor pós‐operatório foi mais alto no Grupo CM e mais baixo no Grupo NM.

Tabela 6.

Comparações dos parâmetros de estresse oxidativo pré e pós‐operatório entre os grupos de estudo

  Controle(n=31)  Música pré‐operatória(n=31)  Música pré‐operatória+perioperatória(n=31)   
  Mediana (min–max)  Mediana (min–max)  Mediana (min–max)  p 
GPX
Pré  0,036 (0,006–0,061)  0,039 (0,000–0,066)  0,037 (0,011–0,071)  0,365d 
Pós  0,030 (0,013–0,049)b,c  0,039 (0,016–0,059)a  0,043 (0,010–0,061)a  0,001d,f 
0,041e,g  0,952e  0,049e,g   
CAT
Pré  1,514 (0,352–12,038)b,c  4,576 (0,493–19,642)a,c  3,098 (0,704–70,400)a,b  0,008d,f 
Pós  1,126 (0,000–12,883)b,c  2,957 (0,563–21,120)a,c  1,971 (0,422–9,856)a,b  <0,001d,f 
p  0,983e  0,665e  0,006e,g   
MDA
Pré  5,050 (0,790–12,960)b,c  3,745 (1,780–5,970)a  4,150 (0,000–6,210)a  <0,001d,f 
Pós  3,885 (1,470–36,650)b  3,150 (0,320–10,620)a  3,430 (2,500–36,160)  <0,001d,f 
p  0,076e  0,006e,g  0,544e   
NO
Pré  0,432 (0,034–3,936)b  1,104 (0,192–3,600)a,c  0,456 (0,192–2,208)b  <0,001d,f 
Pós  0,720 (0,384–2,016)c  0,672 (0,240–2,256)c  0,432 (0,240–1,008)a,b  <0,001d,f 
p  0,006e,g  0,001e,g  0,980e   

GPX, Glutationa Peroxidase (u.mL–1); CAT, Catalase (u.mL–1); MDA, Malondialdeído (nmoL.mL–1); NO, Óxido Nítrico (μmoL.L–1).

a

Diferença com grupo controle é estatisticamente significante.

b

Diferença com grupo de música pré‐operatória é estatisticamente significante.

c

Diferença com grupo de música pré‐operatória+perioperatória é estatisticamente significante.

d

Teste de Kruskal‐Wallis; a posteriori. Teste de Dunn.

e

Teste de Wilcoxon; α=0,05.

f

Diferença é estatisticamente significante.

g

Diferença pré‐pós é estatisticamente significante.

Os valores pós‐operatórios da CAT foram significantemente mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p=0,008 e p <0,001, respectivamente). A diferença entre os valores pré‐ e pós‐operatórios de CAT no Grupo CM foi significante e o valor pós‐operatório foi mais baixo do que o valor pré‐operatório neste grupo (p=0,006) (tabela 6).

Os valores pré‐operatórios de MDA foram significantemente mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (ambos p <0,001). A diferença entre os valores pré‐ e pós‐operatórios de MDA no Grupo PM foi significante e o valor pós‐operatório foi mais baixo do que o valor pré‐operatório neste grupo (p=0,006) (tabela 6).

Os valores pré‐operatórios de NO foram mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p<0,001), ao passo que os valores pós‐operatórios de NO foram mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM (p <0,001). A diferença entre os valores pré‐ e pós‐operatórios de NO nos Grupos NM e PM foi significante, e comparados aos valores pré‐operatórios, os valores pós‐operatórios foram mais baixos no Grupo PM e mais altos no Grupo NM (p=0,006 e p=0,001, respectivamente) (tabela 6).

Quanto ao fluido folicular, não foi detectada diferença estatisticamente significante em nenhum dos grupos em termos dos valores de CAT, GPX, MDA e NO.

Discussão

Neste estudo, avaliamos os efeitos da música clássica turca Acemasiran sobre dor e estresse oxidativo em pacientes que se submeteram a aspiração folicular. Houve menos movimentos corporais nas pacientes nos grupos PM e CM, que eram as pacientes que ouviram música, do que nas pacientes no Grupo NM; portanto, as pacientes nos grupos PM e CM precisaram de menos analgesia e/ou anestésicos adicionais e as diferenças foram significantes. A quantidade de remifentanil adicional necessária foi significantemente mais baixa no Grupo CM do que no Grupo NM. A quantidade de propofol adicional necessária foi significantemente mais alta no Grupo PM do que nos grupos NM e CM. Além disso, as pontuações de dor (EVA) das pacientes no 1°, 5° e 60° minutos pós‐operatórios foram significantemente mais baixas nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Ademais, a quantidade de analgesia adicional usada após a cirurgia foi significantemente mais baixa nos grupos PM e CM do que no Grupo NM.

Em um estudo, a música reduziu significantemente não apenas as doses de drogas sedativas e analgésicas demandadas por pacientes se submetendo a colonoscopia, mas também as pontuações de ansiedade e dor dos pacientes, ao mesmo tempo em que aumentou suas pontuações de satisfação e conforto.17 A musicoterapia é uma técnica não‐farmacológica, barata e não‐invasiva que pode aumentar significantemente a satisfação do paciente e reduzir a dor e estresse perioperatórios.16 Em um estudo realizado com pacientes de parto cesariano que ouviram música por uma hora antes da cirurgia (consistente com a abordagem do presente estudo), o consumo pós‐operatório de tramadol, consumo total de tramadol, uso de analgesia adicional e todas as pontuações na EVA foram significantemente menores com a musicoterapia.18 Em um estudo anterior, ouvir música no período perioperatório reduzia a necessidade de midazolam em pacientes que se submeteram a raquianestesia.19 De modo semelhante, em um estudo realizado com queimados, dor e ansiedade eram significantemente mais baixas e o relaxamento era mais alto nos grupos de música, massagem e música+massagem do que no grupo controle, apesar de as diferenças não serem significantes entre os três grupos de estudo.20

Em nosso estudo, a música clássica turca exerceu efeitos sobre PAS, PAD, PAM e FC. Durante a cirurgia, a PAS no 1° e 10° minutos, a PAD no 1° minuto e a PAM no 1° minuto e a FC no 1°, 3°, 5° e 7° minutos foram significantemente mais altas no Grupo PM do que no Grupo NM. A musicoterapia não teve efeito sobre a saturação de oxigênio. Segundo outros estudos, o mero ato de ouvir música clássica turca é benéfico para a redução de PAS e PAD em idosos hipertensivos.21 Em um estudo conduzido com bebês prematuros, canções de ninar reduziram significantemente a FC e frequência respiratória; entretanto, não houve efeito sobre a saturação de oxigênio.22

A música clássica turca no estilo específico Acemasiran usada neste estudo é um gênero que é considerado estimulador da criatividade e inspiração, revitalizador de pensamentos e emoções estagnados, facilitador do parto de gestantes, auxiliar na correção da postura intrauterina inadequada de fetos; alivia dor e espasmos, dá graça à vida e promove relaxamento.10 Avaliamos as alterações nos parâmetros hemodinâmicos que estavam relacionadas à capacidade do modo Acemasiran de estimular a criatividade e inspiração e revitalizar pensamentos e emoções estagnados.

Os valores pós‐operatórios de GPX no sangue foram mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Além disso, no Grupo CM, o valor de GPX pós‐operatório foi mais alto do que o valor pré‐operatório, ao passo que no Grupo NM, o valor pós‐operatório foi mais baixo do que o valor pré‐operatório. Assim, a musicoterapia pode aumentar a enzima antioxidante GPX, que inibe o início e desenvolvimento da peroxidação lipídica.23 Os valores pós‐operatórios de CAT foram mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Além disso, no Grupo CM, o valor pós‐operatório de CAT foi mais baixo do que o valor pré‐operatório. Os valores pós‐operatórios de CAT mudaram nos dois grupos que ouviram música. Os valores pré‐operatórios de MDA foram mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. No Grupo PM, o valor pós‐operatório de MDA foi mais baixo do que o valor pré‐operatório. O MDA é um marcador bioquímico usado como indicador de dano lipídico nos tecidos.24 Assim, a musicoterapia reduziu a peroxidação lipídica, tanto pré‐operatória como pós‐operatória. Os valores pré‐operatórios de NO foram mais altos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Os valores pós‐operatórios de NO foram mais baixos nos grupos PM e CM do que no Grupo NM. Assim, a musicoterapia pode aumentar os valores pré‐operatórios de NO e reduzir os valores pós‐operatórios. Um estudo anterior mostrou que níveis aumentados de NO peritoneal podem estar associados à endometriose, à infertilidade associada a ela e à patogênese da infertilidade idiopática.25

Em nosso estudo, a música reduziu não apenas a necessidade de analgésico operatório e pós‐operatório em pacientes de aspiração folicular, mas também reduziu as pontuações de dor pós‐operatória. Mais que isso, aumentou os valores pós‐operatórios das enzimas antioxidantes GPX e CAT e reduziu os valores de MDA e NO.

Apesar de haver vários estudos na literatura sobre musicoterapia, nenhum deles avaliou os efeitos da musicoterapia sobre o estresse oxidativo. Nosso estudo é importante porque é o primeiro a avaliar os efeitos da musicoterapia sobre o estresse oxidativo.

Nosso estudo envolveu apenas um centro. A música pode ter diferentes efeitos em diferentes culturas. Estes são os fatores limitantes de nosso estudo.

Concluindo, musicoterapia com música clássica turca (Acemasiran) exerce efeitos benéficos sobre a dor e estresse oxidativo em pacientes submetidas a aspiração folicular. Acreditamos que nossos resultados têm valor para a realização de novos estudos sobre o uso de música local e cultural em pacientes de aspiração folicular e em outras populações clínicas.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Os autores agradecem ENAGO (number: ORAKT‐3, filename: Yavuz_Orak_20 December 2018_19_36_37_English Music Therapy_ORAKT‐3.docx) pela edição da versão em inglês deste estudo.

Os autores agradecem AJE (Código de verificação de certificado 6D73‐E6DE‐F217‐9476‐3412) pela edição da versão em inglês deste estudo.

Gostaríamos de agradecer a equipe do Departamento de Obstetrícia de Ginecologia e ao Departamento de Anestesia e Reanimação da Faculdade de Medicina Kahramanmaras Sutcu Imam.

GETAT 2019 Traditional e Complementary Congress. 24‐27 Aprıl 2019, Istanbul. (Apresentação oral).

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Este estudo controlado, prospectivo e randomizado foi realizado entre 15 de novembro de 2017 e 1° de junho de 2018 na Faculdade de Medicina da Kahramanmaras Sutcu Imam University.

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