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Vol. 70. Núm. 4.
Páginas 448-449 (01 Julho 2020)
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Vol. 70. Núm. 4.
Páginas 448-449 (01 Julho 2020)
Carta ao Editor
DOI: 10.1016/j.bjan.2020.04.006
Open Access
Detecção de embolia gasosa venosa em procedimentos de neurocirurgia. O que é necessário antes de colocar o paciente na posição sentada?
Venous air embolism detection in neurosurgical procedures. What is necessary to be done before placing the patient in a sitting position?
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Christiano dos Santos e Santosa,
Autor para correspondência
cesantos@umc.edu

Autor para correspondência.
, Bernadette E. Graysona,b
a University of Mississippi Medical Center. Department of Anesthesiology, Jackson, EUA
b University of Mississippi Medical Center. Department of Neurobiology and Anatomical Sciences, Jackson, EUA
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Prezada Editora,

A embolia gasosa venosa (EGV) pode ser uma complicação desastrosa durante procedimentos neurocirúrgicos, especialmente aqueles realizados em posições em que a cabeça do paciente é colocada acima do nível do átrio direito. Nesse sentido, a cirurgia de maior risco é aquela em que é necessário que o paciente permaneça na posição sentada. A detecção precoce de EGV, seguida de tratamento imediato e medidas para interromper sua progressão potencialmente letal, são essenciais para diminuir as taxas de morbidade e mortalidade. Do ponto de vista anatômico, os pulmões seriam a primeira barreira para o ar circulante perdido. O conjunto de manifestações clínicas está relacionado à quantidade de ar retido na circulação. Para pacientes com shunt cardíaco direito‐esquerdo, o potencial de lesão a órgãos e tecidos resultante de embolia gasosa arterial é potencialmente catastrófico. Métodos com taxas de detecção de alta sensibilidade são preferíveis. A Ecocardiografia Transesofágica (ETE) com o teste da bolha é a ferramenta mais eficiente para detectar EGV.1 Entretanto, é mais cara, invasiva e dependente do operador.2 Consequentemente, o menos caro e não invasivo Doppler precordial predomina como primeira linha na escolha de monitor para pacientes expostos a possível EGV.2

Para procedimentos na posição sentada, é mandatório eliminar a hipótese de shunt intracardíaco. Caso o paciente não tenha sido submetido a ETE no pré‐operatório, isso deve ser feito imediatamente após a indução, antes de ser colocado na posição sentada. Uma vez “liberado” pela cardiologia, pode‐se passar o paciente para a posição cirúrgica. Com o paciente na posição cirúrgica final, a sonda Doppler precordial deve ser colocada no local onde apresenta maior porcentagem de detecção. Considerando que o coração direito é o objeto do exame, a borda paraesternal direita, mais precisamente do terceiro ao sexto espaço intercostal, é o ponto correto de posicionamento da sonda.2 Sonda posicionada incorretamente na parede torácica anterior esquerda pode fornecer informações falso‐positivas, principalmente quando bolus rápido de solução intravenosa gera fluxo turbulento nas câmaras cardíacas esquerdas, produzindo som semelhante a EGV.2

O ponto focal da presente carta é analisar a efetividade da detecção de EGV. Intencionalmente, suprimimos outras medidas imperativas para realizar esses casos complexos, tais como ‐ mas não limitadas a ‐ proteção de pontos de pressão, colocação de linha arterial, colocação de cateter venoso central para possível aspiração de ar e acesso venoso periférico capaz de rápida infusão de volume ou transfusão de sangue, se necessário. Outro ponto crítico a ser observado para cirurgias na posição sentada é a posição da cabeça do paciente. Considerando que a maioria desses procedimentos é realizada para acesso à fossa posterior, a flexão da coluna cervical pode acidentalmente levar à intubação do brônquio principal direito com subsequente hipóxia, hipercarbia e seus efeitos deletérios no fluxo sanguíneo cerebral e pressão intracraniana. Recomendamos enfaticamente que cada departamento de Anestesiologia tenha protocolo para craniotomias na posição sentada, com o objetivo de minimizar complicações perioperatórias potencialmente preveníveis.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Referências
[1]
R.F. Cucchiara, M. Nugent, J.B. Seward, J.M. Messick.
Air embolism in upright neurosurgical patients: detection and localization by two‐dimensional transesophageal echocardiography.
Anesthesiology., 60 (1984), pp. 353-355
[2]
A. Schubert, A. Deogaonkar, J.C. Drummond.
Precordial Doppler probe placement for optimal detection of venous air embolism during craniotomy.
Anesth Analg., 102 (2006), pp. 1543-1547
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