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Vol. 65. Núm. 1.
Páginas 1-84 (01 Janeiro 2015)
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Páginas 1-84 (01 Janeiro 2015)
Carta ao Editor
DOI: 10.1016/j.bjan.2014.04.002
Open Access
Cefaleia pós‐punção dural para cesárea: as estratégias preventivas são piores do que a cura?
Postdural puncture headache after caesarean section: are preventive strategies worse than the cure?
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Prakhar Gyanesha,
Autor para correspondência
prakhargyan@gmail.com
p_gyan@yahoo.com

Autor para correspondência.
, Radhika K.a, Manju Sinhab, Rudrashish Haldara,c
a Global Hospitals, Chennai, Índia
b Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Nishant Hospital, Gaya, Índia
c Departamento de Anestesiologia, Gian Sagar Medical College, Banur, Patiala, Índia
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Caro Editor,

A cefaleia pós‐punção dural (CPPD) foi descrita logo após a primeira raquianestesia (RA), quando o próprio Bier sentiu uma dor de cabeça debilitante e a atribuiu ao vazamento de líquido cefalorraquidiano através da punção dural.1 Com o melhor entendimento da fisiopatologia da CPPD e o uso de agulhas de calibres menores para RA, a incidência de CPPD diminuiu.

Muitos fatores de risco para a CPPD foram descritos, incluindo idade, sexo, índice de massa corporal, calibre, tipo e orientação da agulha e até a habilidade do operador.1,2 A incidência de dor de cabeça é maior em parturientes submetidas à cesariana sob RA. Essa dor de cabeça pode ser devida ao aumento da elasticidade das fibras durais que mantém um defeito patente nessas pacientes.2 A incidência é muito maior em caso de punção dural acidental (PDA) durante a inserção peridural (76‐85%).2 Isso é lamentável, pois as alterações fisiológicas inferiores, tanto materna quanto fetal, justificam a prática preferencial de técnicas regionais (RA e anestesia peridural) na maioria das cesarianas. CPPD pós‐RA é angustiante para as mães que esperam estar bem após o parto para cuidar do recém‐nascido.

Muitos centros recomendam o repouso em decúbito dorsal como profilaxia para a CPPD. Alguns hospitais sequer permitem um travesseiro ou posição lateral por até 24horas pós‐RA. No entanto, o repouso em plano horizontal por longas horas provoca dor e angústia nas pacientes. As mães não podem alimentar o recém‐nascido ou cuidar dele nessa posição. Nessa fase, tanto a mãe quanto a criança precisam aprender o ato de amamentar e o início precoce da amamentação é fundamental para promover a ligação entre a mãe e a criança. No entanto, cuidar do recém‐nascido nessa posição é desconfortável e difícil, o que aumenta o estresse da mãe e da criança.

O repouso em decúbito dorsal não impede a ocorrência de CPPD pós‐punção dural.2–4 Mesmo após a PDA, o manejo da CPPD consiste principalmente em observação e o repouso profilático proporciona benefício limitado. Ao contrário da crença popular, alguns estudos relataram um risco maior de CPPD se o paciente não for imediatamente mobilizado após a cirurgia.2 Apesar das evidências contra os benefícios do repouso em decúbito dorsal, os médicos continuam a recomendá‐lo rotineiramente após a punção lombar.4 Especialmente em parturientes, tal limitação da mobilidade e posicionamento é um obstáculo para amamentar o recém‐nascido.5

A CPPD é debilitante e, se ocorrer, deve ser tratada rapidamente. A maioria dessas dores de cabeça passa espontaneamente ou pode ser tratada de forma conservadora. Poucos casos podem precisar de tampão sanguíneo peridural. Porém, manter a paciente em decúbito dorsal por períodos prolongados após a raquianestesia, em antecipação da CPPD, causa mais agonia e tormento do que a doença que se quer prevenir. Essa prática não é apenas altamente desconfortável para a mãe e seu recém‐nascido, mas foi comprovada como de benefício questionável. Revisando a literatura contra o repouso profilático para prevenir a CPPD, o protocolo de repouso absoluto pós‐RA para cesárea pode ser abrandado pelos anestesiologistas e obstetras para aumentar o conforto da mãe e do recém‐nascido.

Referências
[1]
D.K. Turnbull, D.B. Shepherd.
Post‐dural puncture headache: pathogenesis, prevention and treatment.
Br J Anaesth, 91 (2003), pp. 718-729
[2]
A. Ghaleb, A. Khorasani, D. Mangar.
Post‐dural puncture headache.
Int J Gen Med, 5 (2012), pp. 45-51
[3]
C.H. Jacobus.
Does bed rest prevent post‐lumbar puncture headache?.
Ann Emerg Med, 59 (2012), pp. 139-140
[4]
L. Stendell, J.S. Fomsgaard, K.S. Olsen.
There is room for improvement in the prevention and treatment of headache after lumbar puncture.
Dan Med J, 59 (2012), pp. A4483
[5]
K.P. Tully, H.L. Ball.
Maternal accounts of their breast‐feeding intent and early challenges after caesarean childbirth.
Midwifery, 30 (2014), pp. 712-719
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